Não, não encalhei nesta península para onde vim apaixonar-me pelo mar lusitano debaixo do Sol que aqui - mais do que em paisagens distantes - brilha tão ardentemente que a minh'alma treme por vê-lo brilhar assim: resplandecente, embalado pelo colo das águas ao som do vai e vem hipnótico da espuma que vai desaguar na areia da praia: autêntico manto de grãos do mais fino Ouro, feito na Alquimia das esferas.
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O país português, visto pelos olhos de uma estrangeira, tem outras cores. E tem sabores e cheiros sumptuosos, como as gentes - calorosas e tristes - que me recebem nos braços. Apaixonei-me por Portugal faz muitos anos. Agora sou daqui, deste lugar fantástico de onde me lanço ao mar para lhe desvendar segredos e escutar os murmúrios: Ahó ò-ò ò-ò-ò-ò-ò ò-ò ... yyyy...!
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Não, não encalhei neste país que agora também é meu para o ver definhar assim. Chamam por mim as águas, Chamam por mim os mares. Chamam por mim, levantando uma voz corpórea... Por isso o canto, como teria cantado Amália, até que a voz me doa ou o diabo adormeça, por fim, para o deixar ser outra vez um país: Portugal!











1 comentários:
É realmente essa sua postura que deveria ser adoptada por muito portugueses, aqueles que se dizem de gema.
É medonho observar o contrário, o desânimo e, pior ainda, a resignação.
O país precisaria de novos governantes? Talvez sim... Mas antes disso talvez necessite de novos portugueses, que é como quem diz, novas mentalidades, mais arejadas...
Bem haja e continue a ser feliz neste nosso (seu também) belíssimo Portugal.
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