terça-feira

Aventuras da minha ficção

Penso que foi em "The Abyss" que nasceu o meu fascínio pelo trabalho de James Cameron, o realizador canadiano que poucos anos antes já tinha dado provas de ser capaz de produzir resultados espantosos em "Terminator" (1984) e no segundo filme da saga de "Aliens" (1986).
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Cameron juntou-se assim à lista de realizadores cujos trabalhos passei a seguir com a mesma atitude de quem mete pés aos caminhos de Santiago, ao lado de figuras como Carpenter, Cronenberg ou Ridley Scott.
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Mas os anos passaram até que - já bastante mais velha e entaladinha da vida em compromissos natalícios - dei comigo a falhar por três vezes a ida a uma nova peregrinação até Meca: "Avatar" (2009), o novo filme do cineasta canadiano! Desgostosa, chorosa como uma Madalena ao ver Cristo pregado na cruz, não me restou mais nada a não serem as horas incontáveis de videos promocionais que entretanto levo na alma.

6 comentários:

Nuno V. disse...

Ofereço-me desde já para a acompanhar ao cinema apesar de já o ter visto. Deixo-a na dúvida angustiante e permanente se a minha motivação será mesmo a de querer voltar a encavalitar na ponta do nariz uns óculos para 3D e rever o filme... ;)

PS: os efeitos especiais são espantosos e é apenas por isso que vale a pena ver este filme.

Anónimo disse...

Lembro-me dos meus 15, 16, 17 anos. Não havia muito por onde escolher, haviam livros, rádio e cinema. Habituei-me a ler muito cedo. A Ficção Científica, com autores do calibre do Isaac Asimov, e os policiais da Agatha Christie e do Conan Arthur Doyle foram sempre os meus preferidos.

As idades mudam e nós mudamos com elas, mas não mudam sempre as paixões da "infância adulta". Deve ser por isso que continuo a deixar-me fascinar por filmes como "Avatar"... transportam-me para universos fantásticos! Claro que o guião usa uma fórmula tradicional. Criaturas alienígenas que vivem num planeta distante e acabam ameaçadas pela espécie humana, c'est vrai... Mas o que importa não é a fórmula mas sim a maneira como é contada e a riqueza gráfica das imagens que tem para nos oferecer. :) Como vê... tudo boas razões para ir ver "Avatar", mesmo com óculos, para ficarmos tontinhos da silva e muito agarradinhos à cadeira. Bj

Borboleto disse...

Então B.? Já viu o filme? Não quero aqui comentar, antes disso, para não lhe retirar o prazer da surpresa!

Elisabeth Butterfly disse...

Yep, todinho da vida! :) Adorei!

Borboleto disse...

Oh B. quero ler os seus estimulantes comentários! Os que tenho lido do "statu quo" deixam muito a desejar... Não vejo nenhum referir-se à mensagem mais perturbadora: no final, o heroi não quer desligar a máquina para ficar em Pandora (Pandora: a primeira mulher criada por Zeus...). E a nós apetece-nos o mesmo! "Que é que a Terra tem para oferecer a Pandora? Jeans e Papsi?"

Elisabeth Butterfly disse...

Já vi o filme e vou dedicar-lhe um post em breve, mas a minha opinião e a sua não colidem, isso posso ir já garantindo ;) Beijo, B.